{"id":3737,"date":"2016-12-12T08:34:00","date_gmt":"2016-12-12T08:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/roadgalaxytouring.com\/index.php\/2016\/12\/12\/7-12-16-san-pedro-pillcopata\/"},"modified":"2016-12-12T08:34:00","modified_gmt":"2016-12-12T08:34:00","slug":"7-12-16-san-pedro-pillcopata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roadgalaxytouring.com\/index.php\/2016\/12\/12\/7-12-16-san-pedro-pillcopata\/","title":{"rendered":"7.12.16 &#8211; San Pedro | Pillcopata"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-ou_VmR6qkbU\/WE5fvv8uMtI\/AAAAAAAADk4\/82Njdbe9UPgQvJ6GYGU3nF3-ps_3wLIxQCLcB\/s1600\/20161207_112428.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-ou_VmR6qkbU\/WE5fvv8uMtI\/AAAAAAAADk4\/82Njdbe9UPgQvJ6GYGU3nF3-ps_3wLIxQCLcB\/s320\/20161207_112428.jpg\" width=\"320\" \/><\/a>H\u00e1 dias fant\u00e1sticos; e hoje foi um desses dias, por tudo o que vivi, o que me recordei; ajudamos pessoas e animais, fizemos gente sorrir e, no final, sorrimos tamb\u00e9m. Machu Picchu \u00e9 um marco da viagem, foi visitar uma das sete maravilhas do mundo. O dia de hoje \u00e9 um marco de vida.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-YyHYkI0jSMc\/WE5fv_KRLnI\/AAAAAAAADk8\/kfbsT4YCEBEImZoMVWNl9gNiCwBSOWGgwCLcB\/s1600\/20161207_115327.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"240\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-YyHYkI0jSMc\/WE5fv_KRLnI\/AAAAAAAADk8\/kfbsT4YCEBEImZoMVWNl9gNiCwBSOWGgwCLcB\/s320\/20161207_115327.jpg\" width=\"320\" \/><\/a>Em San Pedro, no lodge, o pequeno-almo\u00e7o foi, de certa forma, partilhado com uma fam\u00edlia de macacos que, ao inv\u00e9s de meia banana frita, tinham-nas aos cachos. Uma caminhada matinal pela selva serviu para abrir o apetite e preparar-nos para o dia que se iria apresentar: muito calor, humidade, e pingos de chuva.<br \/>\nJ\u00e1 em cima da moto, com o Alpinestarts sem a membrana Goretex e com todas as aberturas de ar abertas, seguimos a grande velocidade para Pillcopata. O final do dia de ontem tinha sido complicado, com muita chuva e nevoeiro a obrigar a dosear muito o andamento, e hoje quer\u00edamos, desde cedo, esticar o pulso; e o Joan alinhou nisso.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-kbq3C_ubslA\/WE5fv_I4KeI\/AAAAAAAADlA\/QfGYxgPPkHgvcERo_MNK4S3VPXSgHym9wCLcB\/s1600\/20161207_130146%25280%2529.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-kbq3C_ubslA\/WE5fv_I4KeI\/AAAAAAAADlA\/QfGYxgPPkHgvcERo_MNK4S3VPXSgHym9wCLcB\/s320\/20161207_130146%25280%2529.jpg\" width=\"320\" \/><\/a>40 minutos depois, por uma estrada sinuosa, escorregadia e r\u00e1pida, chegamos a Pillcopata e fomos retirar a bagagem das motos.<br \/>\nUm hotel simp\u00e1tico mas sem internet e sem \u00e1gua quente porque&#8230; j\u00e1 faz tanto calor que n\u00e3o seria necess\u00e1rio tal bem.<br \/>\nLigeiros, fomos explorar a selva.<br \/>\nA 500 metros de altitude em rela\u00e7\u00e3o ao mar, os motores ganham nova vida e permitem outra utiliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-TZuWTmm3bmE\/WE5fe1X8N9I\/AAAAAAAADkw\/vJlwzD3XQxoUgfVx0nMKfd4HQ5AmmHTWACLcB\/s1600\/20161207_152309.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-TZuWTmm3bmE\/WE5fe1X8N9I\/AAAAAAAADkw\/vJlwzD3XQxoUgfVx0nMKfd4HQ5AmmHTWACLcB\/s320\/20161207_152309.jpg\" width=\"320\" \/><\/a>Saindo de Pillcopata, em primeiro lugar, fomos visitar uma tribo de \u00edndios. Algumas casas com colmos a servir de telhado, animais a passearem entre n\u00f3s e uma escola cheia de crian\u00e7as de tenra idade.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-yYN5d_McU-c\/WE5ffLKMWJI\/AAAAAAAADk0\/6898IkNTE6gZYbrLl7joPN-RugrNefn8wCLcB\/s1600\/20161207_184439.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-yYN5d_McU-c\/WE5ffLKMWJI\/AAAAAAAADk0\/6898IkNTE6gZYbrLl7joPN-RugrNefn8wCLcB\/s320\/20161207_184439.jpg\" width=\"320\" \/><\/a>Aiye, uma simp\u00e1tica&nbsp; india, quis mostrar-nos o artesanato local. T\u00e3o bonito e feito como forma de sustento da comunidade, levou-nos a querer comprar quase tudo. O problema \u00e9 que est\u00e1vamos de moto e o espa\u00e7o e a fragilidade das pe\u00e7as n\u00e3o nos permitiu levar nada. Ficou a promessa de regresso ao final do dia com uma solu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNa aldeia dos \u00edndios, uma crian\u00e7a ia para Pillcopata. S\u00e3o 8 ou 9 km e ela iria fazer o caminho a p\u00e9, como o faz todos os dias.<br \/>\nSentada na moto do Joan, foi uma del\u00edcia v\u00ea-la a sorrir e a correr para junto dos amigos quando chegou a Pillcopata. Foi uma vez na vida e, certamente, caminhar menos estes quil\u00f3metros em todos os que j\u00e1 fez e os que vai fazer, n\u00e3o ir\u00e1 dar um saldo positivo. Mas a experi\u00eancia, a atitude, o ter uma est\u00f3ria para contar aos amigos, valeu por tudo.<br \/>\nDe Pillcopata, atravessando a ponte &#8211; existiam duas, uma nova e uma velha, de madeira e ferro, em ru\u00edna com a vegeta\u00e7\u00e3o a invadir as longarinas e a criarem uma atmosfera fantasmag\u00f3rica &#8211; decidimos seguir junto ao rio. Um pequeno riacho que vai engrossando \u00e0 nossa vista, passa Porto Maldonado e segue ate Nova Olinda, j\u00e1 depois de Manaus, levando \u00e1gua at\u00e9 ao Amazonas e ao Atl\u00e2ntico.<br \/>\nPela floresta, voando ao nosso lado, borboletas enormes, de asas azuis, amarelas, vermelhas. Milhares! Iguais \u00e0s dos pratos de casa de Arrifana, que vieram, igualmente, da Amazonia, em idos do outro s\u00e9culo.<br \/>\nCom um calor abrasador, rapidamente ficamos encharcados com uma chuva que transformou a estreita estrada num rio. De um momento para o outro. E com a mesma velocidade, o sol abriu novamente e os casacos ficaram enxutos.<br \/>\nO almo\u00e7o foi nas margens de um rio onde aproveitamos para tirar fotos a atravess\u00e1-lo. Antes disso, numa ponte, crian\u00e7as brincavam, quase nuas, a atirarem-se para a \u00e1gua barrenta. Paramos, como os velhos no tempo em que eu tinha a idade deles, fui ao bolso, tirei uns caramelos e rebu\u00e7ados, e ofereci. O Filipe e o Joan tamb\u00e9m. Foi uma alegria para eles! Depois tiramos fotos e eles adoraram ver telem\u00f3veis com m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, de ver a sua cara reflectida num ecr\u00e2.<br \/>\nDa parte da tarde, a passar novamente um rio, mais fundo e com uma corrente mais forte, pude testar a impermeabilidade das minhas botas. Fant\u00e1sticas, excepto por cima e quando se est\u00e1 todo dentro de \u00e1gua!<br \/>\nNo topo de um planalto, com a jun\u00e7\u00e3o de dois rios e na fronteira entre as regi\u00f5es de Cusco e Madre de Deus, aben\u00e7oada, uma quinta onde se acolhem animais selvagens que sofreram maus tratos porque foram tratados como animais de companhia ou outros que ali v\u00e3o parar, atropelados. H\u00e1 locais a trabalhar l\u00e1 e fomos encontrar duas alem\u00e3s, volunt\u00e1rias, que tiraram f\u00e9rias para ir at\u00e9 ali trabalhar: a Jana e a Anna.<br \/>\nEntre uma simp\u00e1tica conversa em ingl\u00eas, vimos jiboias, caim\u00f5es, macacos, um papa-formigas, uma pregui\u00e7a, javalis, tartarugas, e uma capivara e muitos papagaios.<br \/>\nUm trabalho memor\u00e1vel pela protec\u00e7\u00e3o e coloca\u00e7\u00e3o dos animais novamente na vida selvagem. Tocou-nos e demos uma pequena contribui\u00e7\u00e3o para aquele projecto que \u00e9 igualmente suportado por uma ONG alem\u00e3.<br \/>\nDe volta a Pillcopata, foi tempo de irmos arranjar um tubo um PVC suficientemente comprido e largo. Para qu\u00ea?! Para voltarmos \u00e0 tribo de \u00edndios a buscar tudo aquilo que t\u00ednhamos visto.<br \/>\nArcos e flechas das mais variadas cores e madeiras, colocados embrulhados em papel, dentro do tudo amarrado \u00e0 moto. Assim resolvemos o problema de transporte e deixamos mais dinheiro para a comunidade.<br \/>\nDe volta a Pillcopata, engalanada em honra da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, com gente em trajes t\u00edpicos e com m\u00e1scaras pag\u00e3s, uma prociss\u00e3o, fogo de artif\u00edcio.<br \/>\nUma festa na selva, onde vai toda a gente. Podemos ver carroceis e o bingo &#8220;l\u00e1 do s\u00edtio&#8221;, bebemos umas cervejas com as alem\u00e3s e jantamos com o Joan no &#8220;restaurante chique&#8221;. Sopa, prata principal e bebida, 15 solers; ou seja, 1,38 euros a cada um.<br \/>\nPela segunda noite, antes de ir para a cama fui verificar se n\u00e3o tinha mosquitos no quarto. \u00c9 que os mais pequenos s\u00e3o do tamanho de bolas de golf e o barulho \u00e9 id\u00eantico a um helic\u00f3ptero!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dias fant\u00e1sticos; e hoje foi um desses dias, por tudo o que vivi, o que me recordei; ajudamos pessoas e animais, fizemos gente sorrir e, no final, sorrimos tamb\u00e9m. Machu Picchu \u00e9 um marco da viagem, foi visitar uma das sete maravilhas do mundo. O dia de hoje \u00e9 um marco de vida. 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