{"id":3750,"date":"2016-08-17T08:16:00","date_gmt":"2016-08-17T08:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/roadgalaxytouring.com\/index.php\/2016\/08\/17\/16-8-16-sanxenxo-carreiro-illa-de-arousa-corrubedo-muros-corcubion-fisterra-tourinan-camarinas-laxe\/"},"modified":"2016-08-17T08:16:00","modified_gmt":"2016-08-17T08:16:00","slug":"16-8-16-sanxenxo-carreiro-illa-de-arousa-corrubedo-muros-corcubion-fisterra-tourinan-camarinas-laxe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roadgalaxytouring.com\/index.php\/2016\/08\/17\/16-8-16-sanxenxo-carreiro-illa-de-arousa-corrubedo-muros-corcubion-fisterra-tourinan-camarinas-laxe\/","title":{"rendered":"16.8.16 &#8211; Sanxenxo | Carreiro | Illa de Arousa | Corrubedo | Muros | Corcubion | Fisterra | Touri\u00f1an | Camarinas | Laxe"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-MDMRcDsdrm8\/V7QbhhbPAyI\/AAAAAAAADVk\/GYIutVR8jhkdXcJS4thI98UrACC-AA5_gCLcB\/s1600\/Carreiro.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-MDMRcDsdrm8\/V7QbhhbPAyI\/AAAAAAAADVk\/GYIutVR8jhkdXcJS4thI98UrACC-AA5_gCLcB\/s320\/Carreiro.JPG\" width=\"320\" \/><\/a>Quando era adolescente, numa altura onde se formam os nossos valores morais e intelectuais, comecei a ler um livro editado pela Ass\u00edrio &amp; Alvim que se chama <span style=\"font-family: inherit;\">&#8220;Hip\u00e9rion ou O Eremita na Gr\u00e9cia&#8221; (1797), de<br \/>\nFriedrich H\u00f6lderlin (1770 &#8211; 1843).<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">N\u00e3o o li todo porque a sua escrita po\u00e9tica, germ\u00e2nica tornou-se, a determinada altura, impercept\u00edvel para mim.&nbsp;<\/span><br \/>\n<a href=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Xi8lBUbsIUw\/V7QbmRjZ21I\/AAAAAAAADVs\/5Yr3fze2KYYIRd_uCpSz2dUcrU9qHfa2gCLcB\/s1600\/Corrubedo.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Xi8lBUbsIUw\/V7QbmRjZ21I\/AAAAAAAADVs\/5Yr3fze2KYYIRd_uCpSz2dUcrU9qHfa2gCLcB\/s320\/Corrubedo.JPG\" width=\"197\" \/><\/a><span style=\"font-family: inherit;\">No entanto lembro-me das cartas que Hiperion mandava ao seu amigo Belarmino a falar da Gr\u00e9cia: da sua beleza, tranquilidade e liberdade.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">O dia de hoje foi assim: visitando locais de uma beleza indescrit\u00edvel, que transmitem uma sensa\u00e7\u00e3o enorme de paz interior e, quando se viaja de moto, de liberdade e de compromisso.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">Apesar de estar em Laxe cansad\u00edssimo ap\u00f3s mais 12 horas a andar de moto, algumas vezes perdido, com frio; apesar de n\u00e3o ter conseguido chegar \u00e0 Corunha; estou felic\u00edssimo.&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">Vamos ao relato da viagem!<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">Sanxenxo acordou cinzenta e a chuva amea\u00e7ava aparecer. Apesar disso ainda vesti as cal\u00e7as de ganga e o casaco de ver\u00e3o da Alpinestars. E como disse anteriormente, n\u00e3o quero tirar o resto do saco.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">Depois de uma r\u00e1pida ida ao Lidl para comprar mantimentos para o pequeno almo\u00e7o e \u00e1gua e sumo para a viagem, segui at\u00e9 \u00e0 Punta de San Vicenza, \u00e0 praia de Carreiro, para ver o primeiro farol do dia.<\/span><br \/>\n<a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-ZJ8mKazdNLA\/V7QbkKnndZI\/AAAAAAAADVo\/CCJcMQ_gREUu-H6_FaXAuFUD7T-jYJITwCLcB\/s1600\/Caldebarcos.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"147\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-ZJ8mKazdNLA\/V7QbkKnndZI\/AAAAAAAADVo\/CCJcMQ_gREUu-H6_FaXAuFUD7T-jYJITwCLcB\/s320\/Caldebarcos.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><span style=\"font-family: inherit;\">Do lado oposto a O Grove, na mesma pen\u00ednsula, \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma estrada em terra batida para se ir desembocar numa praia deserta.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">T\u00e3o deserta que, ao caminhar pela areia, entre as rochas e as \u00e1guas calmas, junto a uma floresta\u00e7\u00e3o rasteira, duas lebres ainda beb\u00e9s corriam \u00e0 minha frente.&nbsp;<\/span><br \/>\n<a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-9hjxuT9Np1M\/V7QbuZMxeBI\/AAAAAAAADVw\/fIraiHgPdRkWY158s8EQr4AitvLq0xQcACLcB\/s1600\/IMG_3140.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-9hjxuT9Np1M\/V7QbuZMxeBI\/AAAAAAAADVw\/fIraiHgPdRkWY158s8EQr4AitvLq0xQcACLcB\/s320\/IMG_3140.JPG\" width=\"320\" \/><\/a><span style=\"font-family: inherit;\">Ao fundo, numa ilha feita de rochas, um pequeno farol apareceu entre o nevoeiro; ao perto, como se de um altar se tratasse, em plena praia, pequenos montes de pedras encasteladas em cima umas das outras pareciam como figuras humanas.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\">Da\u00ed segui para a Illa de Arousa, sem antes me perder e ter que fazer mais quil\u00f3metros, para, na praia do Farol, ver mais um farol, erguido numa pequena casa. ali ao lado, na Ria de Arousa, a faina: dezenas de barcos e mexilhoreios, numa az\u00e1fama de quem vive da ria.<\/span><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-bMJmucPcC0s\/V7QbumnecwI\/AAAAAAAADV0\/XLZmDR-rxrQrtqNhKdMuACNs9o02k68yQCLcB\/s1600\/mapa.png\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><\/a><a href=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-2DUZFDafBvw\/V7QbX3uhfrI\/AAAAAAAADVg\/HF1SueHxYSsUgDGy62e8kobbsFEJZOxEACLcB\/s1600\/Cabo%2BVillan.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-2DUZFDafBvw\/V7QbX3uhfrI\/AAAAAAAADVg\/HF1SueHxYSsUgDGy62e8kobbsFEJZOxEACLcB\/s320\/Cabo%2BVillan.JPG\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-bMJmucPcC0s\/V7QbumnecwI\/AAAAAAAADV0\/XLZmDR-rxrQrtqNhKdMuACNs9o02k68yQCLcB\/s1600\/mapa.png\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-bMJmucPcC0s\/V7QbumnecwI\/AAAAAAAADV0\/XLZmDR-rxrQrtqNhKdMuACNs9o02k68yQCLcB\/s320\/mapa.png\" width=\"285\" \/><\/a><\/div>\n<p><span style=\"font-family: inherit;\">Num dos mapas que tenho havia a indica\u00e7\u00e3o que em Carril existiria um farol. Fui at\u00e9 l\u00e1 e n\u00e3o o vi. Pelo caminho, o susto da viagem: em Vilagarcia, apesar de ser quase meio-dia, havia uma festa que deve ter come\u00e7ado no dia anterior: mi\u00fados, aos milhares, completamente ressacados, musica tecno no meio da vila, gente a urinar e a vomitar na via p\u00fablica, &#8220;I will survive&#8221; e lantejoulas e flores no cabelo no outro lado e, num para arranca constante, quando acelero, um mi\u00fado com uma camisola da NBA salta para a frente da moto. Travei e a roda da frente escorregou; n\u00e3o fui ao ch\u00e3o mas estava a ver que ele ia ficar preso entre as malas e um carro. Felizmente n\u00e3o aconteceu nada e fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o que se fosse o TGV a passar, para ele seria a mesma coisa: talvez uma bolha de sab\u00e3o gigante, ou um gafanhoto verde aos saltos! <\/span><span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Prossegui viagem a falar da m\u00e3e do rapaz.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Acham as Rias Baixas, na zona de Vigo e Pontevedra, bonitas? De facto s\u00e3o. Mas depois de Vilagarcia e fazendo a costa, come\u00e7a a &#8220;Liga dos Campe\u00f5es&#8221;: paisagens lindas, intoc\u00e1veis, com pontes de madeira e gado a pastar por campos verdejantes, entre o atl\u00e2ntico e as montanhas.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Chegar ao Cabo Corrubedo, pela imensid\u00e3o da paisagem, pela paz que se respira, \u00e9 como chegar ao para\u00edso.&nbsp;<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Depois dos vilarejos uma recta leva-nos ao Cabo, de onde, ao longe por entre as lombas, come\u00e7amos a ver o topo do farol. Do lado esquerdo, num azul cara\u00edbas, a praia dos Baleeiros.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">No Cabo Corrubedo sentimos que quem arquitectou o mundo sabia o que fazia: praias lind\u00edssimas, v\u00ea-se Muros e Fisterra, l\u00e1 ao longe.E tudo numa tranquilidade e serenitude impressionantes.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Abandonem-me aqui uma semana e serei um homem novo, pensei! <\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">No meio de tudo aquilo, na recta que liga ao farol, vejo aproximar-se um cami\u00e3o TIR, laranja, a combinar com o meu casaco e os bin\u00f3culos. Ser\u00e1?! Mandei parar.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">&#8211; O senhor \u00e9 de Oliveira de Azem\u00e9is.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">&#8211; Sou sim.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">&#8211; Eu tamb\u00e9m sou.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">&#8211; Da c\u00e1 um abra\u00e7o.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">E um resto de conversa em que j\u00e1 me tratava por menino.&nbsp;<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Deixei Corrubedo para tr\u00e1s e segui para Noia ( sim pai, finalmente vim a Noia!) para depois continuar at\u00e9 Muros.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Entre o verde da montanha e o azul do mar, respira-se paz. S\u00e3o cen\u00e1rios de TV que passam a minha frente, naquela sensa\u00e7\u00e3o do Homer Simpson a chegar ao Alasca. S\u00e3o praias de areia branqu\u00edssima e dunas enormes. S\u00e3o estradas como o Turini, num zigue zague constante onde o som do motor ecoa pela montanha. Vale a pena vir at\u00e9 aqui, se vale.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Na zona de Muros existem tr\u00eas far\u00f3is: Campo de Cortes, Louro e Lari\u00f1o. o primeiro fica em cima da estrada, como se de uma casa se tratasse e mal se v\u00ea.<br \/>Louro \u00e9 paradis\u00edaco e Lari\u00f1o fica no meio da praia, meio ao abandono, onde se le\u00eam inscri\u00e7\u00f5es como &#8221; salvem o faro&#8221;. <br \/>Por falar em inscri\u00e7\u00f5es, elas existem em todo o lado, pintadas nas ruas e nos muros, com palavras de ordem contra as palavras de ordem unificadoras. Eu acrescento: Galiza para Portugal: j\u00e1.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Nesta parte da viagem, dada tamanha beleza, pensei v\u00e1rias vezes: descobri uma nova <a href=\"http:\/\/rebelomartinsaventura.blogspot.com.es\/2015\/01\/vaduz-rapperswil-zurich-19115.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Su\u00ed\u00e7a<\/a> e muito mais perto de casa: um local onde a floresta beija a \u00e1gua, onde se v\u00eam pinheiros e outras \u00e1rvores a crescerem com grandiosidade e o seu reflexo faz-se sentir na calma do oceano.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Cheguei a Corcubion e armei-me em Ro\u00e7as: parei a moto numa taberna, levei uma lata de conserva com bacalhau com gr\u00e3o, da Liporfir, e perguntei ao tasqueiro se podia comprar cerveja e p\u00e3o e eu comia o que tinha. Disse-me que n\u00e3o, que isso iria abrir precedentes com outros clientes. Compreendi. Eram quatro da tarde e num restaurante com vinte mesas estavam tr\u00eas ocupadas. Perguntei, ent\u00e3o, o que \u00e9 que ele tinha para me servir r\u00e1pido, porque estava com pressa; a resposta foi que n\u00e3o tinha nada a sair porque tinha muitas mesas para atender. E assim pude comer calmamente a delicia vinda de Aveiro.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Depois de almo\u00e7o, poucos quil\u00f3metros me ligavam a um dos pontos altos da viagem: Fisterra.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Que desilus\u00e3o!<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Se tudo o resto \u00e9 calma e tranquilidade, Fisterra \u00e9 uma excurs\u00e3o a F\u00e1tima ou uma ida \u00e0 Luz num domingo \u00e0 tarde. S\u00e3o milhares de pessoas, uma barulheira sem fim, com excurs\u00f5es e fam\u00edlias inteiras a irem visitar o local de partida de Santiago.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Pensava que ia estrear a minha cadeira em Fisterra. Se o fizesse, estou a ver que teria como companhia algu\u00e9m com guarda-sol e outros de campingaz e daqui a pouco estava tudo o mundo de jola na m\u00e3o a discutir futebol como Jorge Jesus ou a \u00faltimas da Cristina e do Goucha.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Isso e com o frio que estava, cortou um pouco o dia.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Rapidamente sa\u00ed de l\u00e1 e rumei a Touri\u00f1an e a mais um farol digno de filme.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Esta \u00e9 a Costa da Morte, desde Fisterra a Laxe, onde est\u00e3o contabilizados mais de 1200 naufr\u00e1gios. Se n\u00e3o fossem os far\u00f3is, muitos mais seriam.&nbsp;<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">De Touri\u00f1an v\u00ea-se Cabo Vilan, em Camarinas. Mas o caminho at\u00e9 l\u00e1 s\u00e3o quase quarenta quil\u00f3metros num sobe e desce entre campos de milho e vacas a pastar.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Cabo Vilan \u00e9 &#8220;o farol&#8221;. Est\u00e1 no topo de um monte, e a sua robustez deve-se sentir at\u00e9 Plymouth.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Laxe foi o \u00faltimo do dia: chegado a Laxe, passa-se por uma rua que faz um t\u00fanel por baixo de um restaurante e sobe-se. L\u00e1 no alto,&nbsp; desce-se at\u00e9 ao mar onde um farol branco marca a Costa da Morte.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\">Procurei um hostal e o \u00fanico que h\u00e1 \u00e9 o Bahia.<br \/>Quando contei ao dono o que estava a fazer apresentou-se como autor de um site sobre a rota dos far\u00f3is e de um livro, o qual mo ofereceu. Al\u00e9m disso, n\u00e3o paguei o parque da moto. Excelente!<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: inherit;\"><span style=\"font-family: inherit;\"><br \/><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando era adolescente, numa altura onde se formam os nossos valores morais e intelectuais, comecei a ler um livro editado pela Ass\u00edrio &amp; Alvim que se chama &#8220;Hip\u00e9rion ou O Eremita na Gr\u00e9cia&#8221; (1797), de Friedrich H\u00f6lderlin (1770 &#8211; 1843). 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