{"id":3788,"date":"2015-08-22T06:48:00","date_gmt":"2015-08-22T06:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/roadgalaxytouring.com\/index.php\/2015\/08\/22\/21-8-15-appenzeller\/"},"modified":"2015-08-22T06:48:00","modified_gmt":"2015-08-22T06:48:00","slug":"21-8-15-appenzeller","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roadgalaxytouring.com\/index.php\/2015\/08\/22\/21-8-15-appenzeller\/","title":{"rendered":"21.8.15 &#8211; Appenzeller"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-NxinX9wAGtw\/VdgZSkqAbPI\/AAAAAAAAC7c\/xGJ78a430YM\/s1600\/IMG_0659%2B%25282%2529.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"179\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-NxinX9wAGtw\/VdgZSkqAbPI\/AAAAAAAAC7c\/xGJ78a430YM\/s320\/IMG_0659%2B%25282%2529.JPG\" width=\"320\" \/><\/a>A regi\u00e3o de Appenzeller \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da Su\u00ed\u00e7a tradicional, terra de queijos, cerveja, montanhas e montanhismo.<br \/>\nNa pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da National Geographic a foto de capa ser\u00e1 desta regi\u00e3o e, por isso, nada melhor que a ir ver antes da chegada maci\u00e7a de turistas.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-uIQGEcIzVOI\/VdgajsHLyGI\/AAAAAAAAC8I\/ZHNe5em2LSs\/s1600\/IMG_0661%2B%25282%2529.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"183\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-uIQGEcIzVOI\/VdgajsHLyGI\/AAAAAAAAC8I\/ZHNe5em2LSs\/s320\/IMG_0661%2B%25282%2529.JPG\" width=\"320\" \/><\/a>Assim, carreguei a Monte Campo com \u00e1gua, sandes e fruta, preparei uns bast\u00f5es e as perneiras e fiz-me ao caminho, tendo como destino o m\u00edtico Wildkirchli.<br \/>\nPara se chegar l\u00e1, primeiro de carro, percorri uma daquelas estradas dos Alpes que adoro, no meio do verde, subindo a montanha entre montes e escarpas, curva contra curva. Daquelas estradas em que, se fosse num carro de corrida era capaz de ecoar o som do motor, da caixa de velocidades, dos pneus por quil\u00f3metros e quil\u00f3metros.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-EzWvf-xR4Kg\/VdgamKFcyqI\/AAAAAAAAC8Q\/rpqmeDKDpPI\/s1600\/IMG_0687%2B%25282%2529.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-EzWvf-xR4Kg\/VdgamKFcyqI\/AAAAAAAAC8Q\/rpqmeDKDpPI\/s320\/IMG_0687%2B%25282%2529.JPG\" width=\"320\" \/><\/a>Passando a vila de Appenzeller, o acesso a Wildkirchli \u00e9 onde acaba a estrada, onde acaba, igualmente, a linha do comboio e tem a esta\u00e7\u00e3o do telef\u00e9rico. A partir desse ponto, para mim, foi sempre a caminhar.<br \/>\nEntre os v\u00e1rios percursos \u00e0 escolha e depois de estar a falar algum tempo com uma senhora que levava a Maria, que n\u00e3o deveria ter mais de 3 anos, a passear pela montanha, escolhi o que me parecia mais bonito e f\u00e1cil.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Nll8wuibmfg\/VdgZUstC73I\/AAAAAAAAC7s\/hMmLMuyyEBQ\/s1600\/IMG_0672%2B%25282%2529.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Nll8wuibmfg\/VdgZUstC73I\/AAAAAAAAC7s\/hMmLMuyyEBQ\/s320\/IMG_0672%2B%25282%2529.JPG\" width=\"287\" \/><\/a>Atravessando um ribeiro, tendo v\u00e1rias vacas como companhia, ainda com estrada de asfalto mas vedada a autom\u00f3veis, comecei a subir, a subir a subir. Tanto que s\u00f3 tinha andado meia d\u00fazia de metros e j\u00e1 estava a esticar os bast\u00f5es para me auxiliar deles; tanto que at\u00e9 uma pequena bifurca\u00e7\u00e3o que estava a menos de 600 metros do local onde comecei a caminhada j\u00e1 tinha parado tr\u00eas vezes.<br \/>\nNessa bifurca\u00e7\u00e3o tinha duas hip\u00f3teses: ou seguia em frente para o lago e em direc\u00e7\u00e3o a Santis &#8211; 4 horas de caminhada &#8211; ou ent\u00e3o, virar \u00e0 direita em direc\u00e7\u00e3o a Ascher e Wildkirchli. Optei pela segunda.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-nh10DxABkDw\/VdgZcj0f7WI\/AAAAAAAAC70\/uqf5jVFhVJ4\/s1600\/IMG_0676%2B%25282%2529.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"210\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-nh10DxABkDw\/VdgZcj0f7WI\/AAAAAAAAC70\/uqf5jVFhVJ4\/s320\/IMG_0676%2B%25282%2529.JPG\" width=\"320\" \/><\/a>Neste ponto desapareceu o asfalto e a caminhada foi por um percurso estreito, onde apenas cabe uma pessoa e, como constante, a subida. Pedra por pedra, metro a metro, em esfor\u00e7o e sem haver um pequeno ponto de descanso. Imaginem subir uma pista de ski, sem ser nas cadeirinhas. Imaginem subir por aqueles s\u00edtios remotos por onde s\u00e3o instalados os postes do teleski. \u00c9 mais ou menos isso, sem postes. <br \/>\n\u00c0 medida que subia a paisagem ia ficando diferente: o que come\u00e7ou por ser a base das \u00e1rvores, &#8220;rapidamente&#8221; se transformou numa vista por cima delas, as vacas j\u00e1 s\u00f3 se ouviam ao longe e as aves de rapina \u00e9 que se fazem sentir.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-s8vg2B6cUGQ\/VdgbFcb7wEI\/AAAAAAAAC8Y\/qawYvlvLhaI\/s1600\/IMG_0674.JPG\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-s8vg2B6cUGQ\/VdgbFcb7wEI\/AAAAAAAAC8Y\/qawYvlvLhaI\/s320\/IMG_0674.JPG\" width=\"320\" \/><\/a>No caminho, em sentido contr\u00e1rio, a descer, muita gente, muitos caminheiros altamente equipados, sozinhos ou em fam\u00edlia, com crian\u00e7as de colo &#8211; ou mochila -, transmitindo bem a ideia que para os su\u00ed\u00e7os o contacto com a natureza, v\u00ea-la, explor\u00e1-la, \u00e9 desporto nacional.<br \/>\nQuase no topo da montanha, quando j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 vegeta\u00e7\u00e3o e o amarelo da pedra toma lugar, ou\u00e7o o balir de umas ovelhas. Olho em frente, e dentro de uma pequena cerca, l\u00e1 estavam elas. Mais adiante o mesmo com coelhos. Lindos, gordos.<br \/>\nUns metros adiante, Ascher e o caracter\u00edstico restaurante\/ retiro de montanha constru\u00eddo dentro da rocha.<br \/>\nEstava cheio de gente e foi complicado arranjar um lugar para me sentar. Primeiro partilhei 5 minutos de mesa com uma bela est\u00f3nia que me disse que a comida, naquele s\u00edtio, era muito boa.<br \/>\nAssim, al\u00e9m da cerveja tradicional de trigo de Appenzeller, pedi um n\u00e3o menos tradicional routti de queijo: batata frita palha, com queijo derretido, ervas e pimenta.<br \/>\nEntretanto a est\u00f3nia foi embora e deu o lugar \u00e0 Luana, \u00e0 Nadine e ao Deniz. Tr\u00eas jovens sui\u00e7os, simpatiqu\u00edssimos &#8211; ficou a promessa de nos encontramos num futuro pr\u00f3ximo &#8211; que, como eu, decidiram vir ver Wildkirchli antes da demanda de turistas que se aproxima.<br \/>\nO almo\u00e7o foi animado, com conversas sobre viagens e a hist\u00f3ria de Appenzeller. Tanto que prosseguimos juntos o resto da tarde.<br \/>\nAntes de descer ainda fui ver uma caverna onde tem um altar e se celebra missa: Wildkirchli.<br \/>\nNa descida cruzei-me com mais gente a subir e visitei casas de agricultores que vendiam queijo produzido pelas suas imponentes vacas.<br \/>\nCom os meus novos amigos, antes de chegar \u00e0 base da montanha, cumpri-se uma tradi\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a: beber um vinho e comer uma tarte feita com p\u00eara macerada. Bem bom, daqueles momentos para mais tarde recordar porque, em vez de copos, bebemos o vinho em x\u00edcaras de caf\u00e9, com pires e tudo.<br \/>\nNo regresso, uma curta paragem na f\u00e1brica de cerveja de Appenzeller para provar os sabores locais. <\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o de Appenzeller \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da Su\u00ed\u00e7a tradicional, terra de queijos, cerveja, montanhas e montanhismo. Na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da National Geographic a foto de capa ser\u00e1 desta regi\u00e3o e, por isso, nada melhor que a ir ver antes da chegada maci\u00e7a de turistas. 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